"AZUIS" VERSUS "AZZURRA"

Numa Copa do Mundo em que o sentido de coletivo parece a tônica, não são muitos os talentos individuais em evidência. Apesar disso, alguns jogadores merecem destaque, e aqui vai uma seleção possível da Copa:
Buffon (ITA)
Sagnol (FRA)
Lúcio (BRA)
Cannavaro (ITA)
Lahm (ALE)
Pirlo (ITA)
Vieira (FRA)
Totti (ITA)
Zidane (FRA)
Klose (ALE)
Podolski (ALE)
A França demonstrou que não pode ser subestimada. E que não ganhou o título de 1998 por acaso. E que Zidane (o melhor em campo) vai se aposentar porque quer. Até no Brasil ele tem vaga...
Quanto ao Brasil, agora, mais do que nunca, sabemos que nenhum time ganha de véspera. E que não basta ser melhor no papel. Temos grandes talentos individuais, mas coletivamente deixamos a desejar. Bastou pegar um time mais forte, capaz de endurecer o jogo, e que, diferentemente dos outros, não se encolheu na defesa, para mostrarmos o quanto somos vulneráveis e displicentes...
É estranho que, numa Copa em que o vigor físico é talvez a grande diferença, e a agressividade a principal tática (Itália e Alemanha sobram nesse requisito), o Brasil insista em jogadores já acomodados, sem ímpeto de ataque e que portam mais fama que vontade de vencer. Os maiores exemplos são Cafu e Roberto Carlos (aliás, foi nas costas deste que saiu o gol da França: não estava onde deveria estar, se é que nesta Copa ele entrou em campo).
Uma final entre França e Itália seria o ideal, o futebol mais vistoso e um prêmio às duas seleções que unem com mais eficiência habilidade e força de marcação. Os "azuis" versus a Azurra. Todavia, não há justiça no futebol, assim como tampouco há na vida... No fim das contas, é provável que ganhe a Alemanha (porque esta jamais se entrega) ou Portugal, com seu futebol avaro, em função de resultados positivos (não importam os caminhos), bem ao estilo do seu técnico, Luís Felipe Scolari, tão nosso conhecido. O Brasil campeão de 2002 foi assim, meio luso-filípico.
Meu caro: creio que o Buffon tem em Lehman um grande rival. E o Lahm, também chamado de Lehman pelo Cloaca Machado, teve uma atuação apagada contra a Argentina. Mas não tenho candidato a apresentar, fica o Lahm. E o Lúcio, hein? O louco, o destrambelhado, foi ovacionado pela torcida... saindo da Copa como o jogador de maior destaque, aquele que jogou o tempo todo, todo o tempo. Ó tempo, ó mores! Abr. Carlos Barbosa