ARRANCADAS DA COPA

A regra aqui é atacar. Às vezes em bloco, às vezes em arracandas solitárias, mas atacar. Então, lá vai:
Torço pelo mais fraco, sempre que não haja Brasil em campo. Comecei a torcer pro Vasco no dia em que Pelé nele fez o milésimo gol. Sou do contra, perdendo a ternura quase sempre. Meu querer é português, pois, como disse minha filha, Felipão é um coitadinho, só ganha no grito, posto que futebol o time não tem que valha muita coisa. É só "Deco, Deco, Deco, na bola de couro, pro gouzinho fazê!" Creio que será positivo para a Copa do Mundo ter mais uma seleção no seleto grupo das campeãs. Que seja, então, Portugal, em que pese meu amigo Mayrant atacar noutro sentido. E as campeãs de Copa precisam deixar de ser sete, número ingrato.
Arranco da nossa seleção a seguinte compreensão: grupo de meninos, é o que são, ou o que foram. Boa parte deles ainda está presa às barras da saia, ou seja lá o que vistam, das mães e mulheres. Adotam comportamentos extra-campo, no máximo, juvenis, isso porque alguns pensam muito em foder mulheres, e fodem deveras, torcendo para que a rotina de treinos logo termine, que essa coisa insuportável de Copa acabe. Vivem cercados de mimos. Não são guerreiros, na mais óbvia acepção do termo. Aceitam perder facilmente, pois isso nada afeta suas vidas de milionários. Meninos mimados que não sabem como jogar quando a bola não lhes pertence. Choramingam e rezam para que a partida se encerre. E não se envergonham de nada. Disso não excluo o fenomenal Ronaldo, o mais letal atacante do futebol mundial... ainda é.
Para entender melhor, reparem em Lúcio, Juan e Dida. Lembrem de Emerson desesperado no banco. E, principalmente, reparem em Zidane. Homens. Nesse sentido, faltou Dunga nesta seleção que partiu-se.
Adianto meu palpite: Alemanha e Portugal farão a final da Copa.
Os mais próximos sabem e lembram-se do que sempre disse: Ronaldinho Gaúco só joga bem quando o time está ganhando. Quando o jogo endurece ele some em campo, e às vezes perde a cabeça. Sendo assim, Pelé prova a cada dia que sabe muito de futebol: disse que Ronaldinho Gaúcho não estava pronto para ser o craque de uma Copa, pois não havia provado essa condição ainda pela Seleção; e que tinha o mau pressentimento de que o Brasil perderia para a França. O Rei sempre acerta quando diz bobagens.
Carlos,
Assino embaixo quanto a postura da nossa seleção, que mais se portaram como popstars do que como jogadores. Como disse o mestre Drummond uma vez: "...pois perder é tocar alguma coisa mais além da vitória/ é encontrar-se naquele ponto onde começa tudo a nascer do perdido, lentamente". Resta esperar que nossos jogadores encontrem esse ponto. Aquele abraço. Thiago