Wednesday, June 14, 2006

DESTAQUES DA COPA


1) Os escorregões constantes - ou os gramados são gomalinados ou os atletas estão usando travas baixas.
2) O cansaço no segundo tempo - o rendimento das equipes cai ostensivamente no segundo tempo, culpa do final de temporada europeu ou do mau preparo físico das equipes. Será o calor alemão?
3) Os naturalizados - primeiro, os times europeus e asiáticos se renderam aos craques do terceiro mundo; agora são as seleções nacionais que ostentam naturalizados, com destaque para a Alemanha (dois polonoses e um ganense), a Espanha (um argentino e um brasileiro), e Itália (um argentino). Tem brasileiro na Tunísia, Japão e México. Talvez assim consigam parelhar conosco no futebol.
4) O tropeço brasileiro na primeira partida, que antecipei aqui, não foi tão trágico assim, mas mostrou a necessidade da saída de um dos centroavantes. Prefiro que saia o Adriano. E que entre Juninho no meio de campo, aproximando o Ronaldinho do Ronaldo, no ataque.
5) as idiotices globais continuam impressionando mal nossos ouvidos. A exceção é o Luis Roberto, último dos bons narradores da Globo.
6) A Espanha estréia com furor: meteu quatro na Ucrânia, um time que merece respeito. Villa, o jovem artilheiro espanhol, empurrou Raul para a reserva e duas bolas nas redes ucranianas. Poderemos pegar a Fúria nas quartas-de-final.
7) 8 ou 80. Tanto podemos ser hexa quanto voltarmos pra casa nas oitavas, quando pegaremos Itália ou Sérvia. É bom reservar os tranquilizantes ou aumentar a ingesta de álcool antes das partidas. Austrália e Brasil será partida de líderes. Quem diria...

2 provoque:

At 2:47 PM, Blogger os atacantes said...

* Entre Adriano e Ronaldo é melhor preservar o segundo, pelo conjunto da obra. Deixá-lo em campo se arrastando e nefelibático destrói o herói da Copa passada; os medalhões já deveriam ter saído: Cafu e Roberto Carlos não produzem nada de bom há anos; Juninho não pode ficar no banco, é óbvio, mas ele não é medalhão...

* Luís Roberto é apenas tecnicamente bom, mas não passa de uma cria histérica galvaniana. O Cléber Machado é mais coerente com as imagens, apesar de ficar preso às amarras globais; Noronha só fala o óbvio e Falcão já foi contaminado pela Globo, uma pena.

* O Brasil pode pegar Itália, Gana ou República Tcheca nas oitavas. Os EUA seriam um presente divino para as pretensões vagas (pelo que vimos ontem) ao título.

Tom Correia

 
At 6:34 PM, Anonymous Carlos Barbosa said...

Verdade, Tom. Podemos pegar os checos, e não os sérvios, bem posto. Acho que vc confundiu o Luis Roberto, sóbrio, impecável, com o "Cloaca" Machado, que não locuta, dejeta. Sem Adriano, Ronaldo tem exclusividade nos passes e ganha o espaço que precisa para as arrancadas. Acho uma falta de respeito qualquer recomendação à sua saída, com todo respeito ao direito de opinião. Mas falar em Robinho (o que fez?! o que mostra poder fazer, além de ciscar feito pinto com fome?!). Ronaldo tem 29 anos e ainda é o atacante mais letal do planeta. Adriano do seu lado só o atrapalha e ao jogo da seleção; como é verdade que ele também atrapalha o Adriano com sua presença. Mas só Ronaldo mantém preso à defensiva um mínimo de dois zagueiros, ninguém mais. Só o nome de Ronaldo faz com que qualquer treinador modifique seu plano de jogo. Mais respeito com quem nos "deu" uma copa do mundo, mais respeito com quem ainda não se acabou para o futebol - sinto que o sucesso de Ronaldo é o maior tormento na vida de certas pessoas... como Casagrande - que se considera modelo de centroavante, ou seja, aquele que jogava mais de zagueiro na Itália, um pobre-coitado, ou seja, um pobre-fodido mesmo. Só parou de pedir a saída de Ronaldo do time depois da final... um idiota globalizado! e ponto final. Abr. Carlos

 

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