DESTAQUES DA COPA - 3

Árbitro - o irlandês Mr. Graham, que deu três cartões amarelos para o Simonic. Terá sido um pouco mais de uísque?
Cagão Bueno - corrigido por Falcão quando perguntou aos comentaristas de quem eles tinham medo nas oitavas. "Medo, não. Respeito. Tenho respeito pela Itália", disse o craque Falcão. O Cagão Bueno é o grande responsável por insuflar o temor nos corações frágeis da torcida brasileira.
Reservas - a imprensa trata os reservas das seleções como se fossem reservas de times da segunda divisão. Reservas de seleção são craques consagrados. Estão na reserva porque o técnico prefere outro, naquele momento. A entrada de um reserva é saudada como se fosse a grande oportunidade de mostrar serviço, de se firmar na equipe. Não existe isso em uma Copa. Todos devem estar prontos para jogar. Quem deve se firmar na competição é a Seleção, e não este ou aquele jogador. Bobajadas globais.
Técnicos - Felipe Scolari - que passou um pito em repórter da TV Globo por tê-lo chamado de "Felipão" - que levou Portugal às oitavas e tem sido elogiado até pelo escritor Possidônio Cachapa em seu blog; e Guus Hiddinick (é assim que se escreve?), holandês, que empurrou Gana ladeira acima com o peso do seu nome e do seu conhecimento tático. Aposto que Scolari passa para as quartas.
Juninho - imprescindível em qualquer seleção, deve entrar no lugar de Adriano, configurando assim a melhor seleção brasileira possível com esse grupo, com os dois Ronaldos à frente, permitindo enfim ao Gaúcho exibir seus dotes artísticos mortais para os adversários.
Ronaldo, 9 - fez dois gols e poderia ter feito mais dois, não fosse o excelente goleiro japonês. Deve fazer mais uns dois na Copa, se o Brasil avançar até as quartas. Deve realizar seu merecido sonho pessoal. Mas, antes de comemorarmos esse recorde devemos olhar para trás um pouco: Klose, o polonês da Alemanha, já fez 4 e deve ir até a semi ou final, ou seja, poderá fazer mais 4, p.e., e aí chegará aos 13 gols; e se Klose mantiver a média - superior a um gol por partida disputada em Copas - poderá até mesmo superar Ronaldo. Pode parecer exagero, mas Kocsis, da Hungria, em 1954, fez 10 gols e ninguém imaginava que seu recorde poderia ser batido logo na Copa do Mundo seguinte, quando Fontaine, da França, fez 13 gols.
Gous - como quer Millor, têm sido realmente muito bonitos os de fora-da-área, acrescidos agora pelo de Juninho contra o Japão.