Antônio e o Flu
Nunca gostei do Antônio Lopes, o técnico. Posso dizer isso porque não sou ninguém. Ninguém me conhece e Lopes, que tem um sobrenome igual ao meu, nem vai se dar conta dessas linhas aqui. Não vai ficar aborrecido, o que muito me alegra. Mas não gosto do estilo dele, exaltado pela imprensa como o Delegado. Foi campeão no ano passado sem mérito, naquela confusão mal explicada do escândalo da arbitragem. Citando de memória, acho que ele passou depois pelo Atlético Paranaense, depois pelo Goiás. Não deixou saudades. O Lopes é um daqueles técnicos que rodam, rodam e volta e meia retornam ao clube que é a sua cara. Uma simbiose que nasce de várias combinações. Empatia com os cartolas; títulos de expressão (nem sempre); série de vitórias consecutivas; durabilidade no cargo. É como o Candinho que a gente associa logo à Lusa, coitada, firme e forte rumo à série C. Ou ainda o Picerni ao São Caetano. Felipão ao Grêmio. Telê ao São Paulo. Joel Santana a... a... um monte de times. Aliás, por onde anda sua pranchetinha midiática?
O Fluminense, do meu caro amigo Gallo, está praticando esporte radical: queda livre. Lopes não tem culpa, pegou o bonde descarrilando. Lenny sumiu, Pet idem; Marcelo, a revelação, deve ir embora logo apesar da pouca idade. Senão, adeus Seleção. De sério candidato ao título, se aproxima rápido do inferno. Mas pelas atuações, Lopes não ficará marcado como o técnico que destruiu o Flu. Cai antes e em 2007, já sabem. São Januário deverá aguardá-lo de braços abertos.
p.s. o De Trivela estava tão jogado às traças pelos seus "mantenedores" que até esqueci a senha... um estranho caso de rebaixamento...






